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O representante máximo dos Ministérios da Saúde da Igreja Adventista do Sétimo Dia aconselhou os funcionários e membros da Igreja a não viajarem de e para países da África Ocidental afetados pelo surto de Ébola, uma recomendação que surge no dia em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declara a epidemia uma “emergência de saúde pública internacional”.

 

Peter Landless, diretor dos Ministérios da Saúde, salientou que funcionários da sede da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) estão a trabalhar com dois hospitais adventistas na África Ocidental no sentido de proteger empregados e pacientes do vírus.

 O surto que afeta três países da África Ocidental já matou mais de 930 pessoas nos últimos seis meses, entre as quais Joenpu Loweal, uma enfermeira adventista de 27 anos de idade que morreu após contrair o vírus do Ébola, durante o tempo em que trabalhava no Hospital de Phebe, no distrito de Bong (Libéria), referiu James Golay, presidente da União Missão da África Ocidental.

Num email endereçado aos presidentes das 13 Divisões mundiais e de dois campos anexos pertencentes à denominação, Landless recomenda:

• Evitar viajar a partir dos países afetados - Libéria, Serra Leoa e Guiné Conacri – para outras Associações da denominação até que haja provas claras de que a epidemia está a abrandar e se encontra sob controlo.

• Evitar participar em reuniões públicas, nas áreas mais afetadas.

• Nos encontros, evitar abraços e outras demonstrações públicas de afeto durante este tempo difícil.

“Estas recomendações são rigorosas mas necessárias, e fazem lembrar as sugeridas durante o surto de SARS há alguns anos”, disse Landless.

A OMS declarou, na última sexta-feira, emergência de saúde pública de carácter mundial e pediu para que os chefes de Estado dos países afetados decretassem estado de emergência nacional. De acordo com informações divulgadas pelos órgãos de comunicação social, a diretora-geral Margaret Chan revelou numa conferência de imprensa que os países afetados não têm meios para responderem sozinhos à doença.

As operações dos dois hospitais adventistas na África Ocidental estão a ser acompanhadas de perto por funcionários da Igreja mundial e pela Adventist Health International (AHI), sediada na Califórnia. Numa entrevista, Landless disse existir uma estreita colaboração entre a sede da IASD, a AHI e a Universidade Adventista de Loma Linda para lidar com a crise.

Landless informou que o Hospital ASD Cooper na Libéria não foi designado para o tratamento do Ébola. O governo liberiano determinou que pacientes suspeitos de estarem infetados com o vírus Ébola devem ser enviados para os hospitais estatais especificamente indicados para tratar a doença, disse ele.

Os líderes da Igreja informaram igualmente que estão a supervisionar as operações do Hospital Adventista Waterloo, na Serra Leoa.

O vírus do Ébola transmite-se por contato direto com o sangue, fluidos corporais ou tecidos de uma pessoa infetada. Segundo a OMS, os profissionais de saúde e os familiares que cuidam de alguém infetado com o vírus correm maior risco de contágio. A taxa de mortalidade das pessoas que contraem o vírus varia entre os 25% e 90%.

O atual surto de Ébola é o maior registado em quase 40 anos na história da doença, salientaram autoridades de saúde.

Líderes da Conferência Geral dos ASD disseram que, durante vários meses, têm monitorizado a situação com base em informações da OMS e dos Centros de Controlo de Doenças.

Nas últimas semanas, os líderes adventistas na África Ocidental adiaram atividades que estavam programadas.

ANN | Ad7 News