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Carta Aberta e Apelo Urgente da Associação Internacional para a Defesa da Liberdade Religiosa (AIDLR)

(AIDLR) pede às Nações Unidas e à Comunidade Internacional que atue imediata e decisivamente no sentido de coordenar uma resposta que proveja proteção para os cristãos e para outras minorias religiosas do Iraque e da Síria contra a perseguição efetuada pelo Estado Islâmico (IS/ISIL/ISIS).

“Como Secretário Geral da Associação Internacional para a Defesa da Liberdade Religiosa (AIDLR) e em nome do Presidente da AIDLR, Dr. Bruno Vertallier, eu agradeço ao Secretário Geral das Nações Unidas e à Comunidade Internacional pelos esforços destinados a garantir a defesa dos direitos humanos, a promoção da paz e a promoção da segurança, bem como pela ativa luta para deter todas as formas de terrorismo, descriminação e perseguição relacionadas com a liberdade religiosa”, disse o Dr. Liviu Olteanu, que é também Observador e Representante Permanente da AIDLR na ONU e no PE e Representante no COE e na OSCE.

A AIDLR condena fortemente a perseguição religiosa no Iraque e na Síria e está muito preocupada com a intolerância e a discriminação, com o rapto de mulheres e crianças  e com a detenção e o assassinato de cristãos e de membros de outras minorias religiosas no Iraque, no Médio Oriente, no Norte de África e na Coreia do Norte. Esta intolerância tornou-se inimaginável e não tem precedentes no século XXI.

A AIDLR crê que (em conexão com a liberdade de consciência) o respeito pela dignidade humana, pelos direitos fundamentais, pela lei internacional, e pela liberdade religiosa deve ser uma prioridade urgente para a comunidade internacional.

“A atual situação dos direitos humanos requer vigilância e empatia, uma abordagem política em comum e medidas de ação decisivas. Caso contrário, estas tragédias irão prosseguir e a cada ano que passar a delegação da ONU proporá e votará resoluções semelhantes sobre estes temas sensíveis, mas nada acontecerá”, disse Liviu Olteanu.

A AIDLR concorda com a resolução 2170 (2014) do Conselho de Segurança da ONU (UNSC) que afirma: “o terrorismo apenas pode ser derrotado por uma abordagem sustentada e abrangente, que envolva a participação ativa e a colaboração de todos os estados e de todas as organizações internacionais e regionais.”

A AIDLR condena o “Estado Islâmico” (IS/ISIS/ISIL) nos mais fortes termos pelo tratamento brutal  dos cristãos, dos membros de outras minorias religiosas e dos muçulmanos do Iraque, pelos milhares de civis que são massacrados, pelas atrocidades e pelas execuções em massa, pelos atos de violência, pela perseguição de comunidades inteiras devido à sua religião ou crença, pelo rapto de civis, pela violência sexual, pela deslocação forçada de membros de minorias religiosas, pelo assassinato e mutilação de crianças, pelos ataques a escolas e hospitais, pela destruição de locais culturais e religiosos e pela destruição de igrejas. Todos estes atos de violência são cometidos pelo IS.

A AIDLR concorda totalmente com o Conselho de Segurança das Nações Unidas quanto à existência de “ataques abrangentes e sistemáticos” dirigidos contra as populações civis devido ao seu caráter étnico, político e religioso. Isto é genocídio, um crime contra a Humanidade.

Além do mais, a AIDLR aprecia as iniciativas e as intervenções humanitárias realizadas por vários indivíduos contra a perseguição de iraquianos inocentes. O Secretário Geral da ONU, Ban Ki-Moon “profundamente afetado” pelos “atos bárbaros”, sublinhou: “Qualquer ataque sistemático contra população civil ou contra segmentos de população civil, por causa de razões étnicas, crenças religiosas ou fé religiosa pode constituir um crime contra a Humanidade”.

A AIDLR julga ser muito significativo que Ban Ki-Moon tenha pedido à comunidade internacional para envidar ainda maiores esforços para providenciar proteção e tenha condenado “nos mais fortes  termos possíveis” a perseguição sistemática de indivíduos pertencentes a grupos minoritários.

“Os relatos do que está a acontecer no Iraque são extremamente chocantes e mostram claramente a  atrocidade brutal destes assassinos”, afirmou Adama Dieng, conselheiro especial de Ban Ki-Moon.

Heiner Bielefeldt, Relator Especial sobre Liberdade de Religião e de Crença da ONU disse: “A liberdade de religião e crença está a ser negada do modo mais atroz, sistemático e inimaginável – através da tentativa de extermínio de minorias religiosas.”

“Devemos tomar todas as medidas possíveis para evitarmos atrocidades em massa e um genocídio potencial; os civis devem ser protegidos”, afirmou Rita Izsák, Relator Especial sobre minorias.

O pastor Ted Wilson, Presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia, declarou: “É grande a tristeza e profunda a preocupação pelas dezenas de milhares de cristãos e de membros de outras minorias religiosas que estão sujeitas a perseguição, derramamento de sangue e intimidação.” Ele apelou para que todos os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia ao redor do mundo orem pelas vítimas deste fanatismo.

Hoje, a Humanidade encontra-se numa encruzilhada. A tragédia que afeta os cristãos, membros de outras minorias religiosas, iraquianos e sírios inocentes deixa-nos estarrecidos. Todos nós podemos e devemos ter um papel ativo em pedir ao nosso governo que apoie as iniciativas da ONU destinadas a pôr fim à crueldade e à perseguição no Iraque e na Síria. Não esqueçamos também o sofrimento dos cristãos na Coreia do Norte.

A AIDLR pede à comunidade internacional que atue em favor da paz, da segurança, da liberdade religiosa, da liberdade de consciência e da proteção da vida.

A AIDLR é uma organização não-governamental (ONG) que apoia a ONU, a UE e outras organizações internacionais que são a favor dos direitos humanos por todo o mundo. 

Ad7 News | L. Olteanu (Secretário Geral da AIDLR)